A resposta está no principal produto de exportação cearense: aço, ferro e semelhantes.
“Basicamente, essa ligação está vindo das exportações da siderurgia. O Ceará exporta para os Estados Unidos produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço. Então, só essa parte é responsável por cerca de 76,5% das exportações do Ceará para os Estados Unidos”, explica o economista e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), João Mário de França.
No primeiro semestre de 2025, o Ceará exportou mais de US$ 1,1 bilhão de dólares. Desse total, US$ 528 milhões foram de produtos de siderurgia, cerca de 49%. Isto é, o setor foi responsável por quase metade de tudo que o Ceará exportou de janeiro a junho deste ano.
De janeiro a dezembro de 2024, o cenário foi parecido. Neste período, os principais produtos cearenses exportados para os EUA foram:
- Ferro fundido, ferro e aço (US$ 441,3 milhões);
- Peixes e crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos (US$ 52,8 milhões);
- Preparações de produtos hortícolas, de frutas ou de outras partes de plantas (US$ 37,2 milhões);
- Calçados, polainas e artefatos semelhantes; suas partes (US$ 36,9 milhões);
- Gorduras e óleos animais ou vegetais; produtos da sua dissociação; gorduras alimentares elaboradas; ceras de origem animal ou vegetal (US$ 16,7 milhões)
Com 76% das exportações direcionadas para os Estados Unidos, o setor da siderurgia era um dos mais suscetíveis ao impacto das tarifas. O setor foi isento das tarifas, conforme decreto de Trump publicado na terça-feira (30).